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Salvem minha Vila.

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Que tristeza por minha Vila Cruzeiro. Meu coração aperta a cada notícia triste que vejo sobre "minha segunda casa", o lugar onde cresci, a favela onde não nasci, mas que parte da minha família sim. Uma história de décadas vivida naquele local, no Complexo da Penha. Do terraço da casa de meus avós, Rufina e Francisco, no alto do morro, dava pra ver a Igreja da Penha* que já visitei algumas vezes. Dava pra ver os aviões decolando do Galeão, dava pra ver parte do Rio. Aquele terraço era parte do nosso mundo.  As crianças da família, meus primos, faziam daquele enorme espaço o parque de diversões, bola, corrida, construção de brinquedos, como pimball feito com pedaços de antena "osso de peixe", chapinhas de cervejas e refrigerantes e mais o que coubesse, tábua de futebol de pregos para jogar com moedas, um barato, além de instrumentos musicais de latinhas e latões recobertos com sacão de 5kg de arroz vazio só pra imitar as escolas de samba e as b...

Festival Vermelho.

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Esquerda reunida em Niterói pra celebrar os 100 anos do PCdoB. Com uma série de atrações que vão de palestras, debates a muitas atrações culturais, o evento tem reunido desde sexta-feira, 25/03, militantes de diversos partidos progressistas, principalmente PCdoB e PT, com muita festa.  Depois de rodas de conversas e o lançamento do livro "Golpe Derrotado", de Rodrigo Neves, começou a série de shows que incluíam a cantora Zélia Duncan, o hip-hop Soul de B. Negão e Francisco, Ele Hombre em formato acústico executando músicas no chão ao invés do palco. Calor humano.  No sábado tem encontro com lideranças políticas de esquerda onde as presenças mais esperadas são do Ex-Presidente Lula e dos candidatos ao governo do Estado do RJ, Rodrigo Neves e Marcelo Freixo. - Léo Zulluh

Do que somos feitos afinal?

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  A maioria aqui já deve ter lido e até mesmo feito essa pergunta, mas achei um bom título para esse momento em que estamos vivendo, até porque venho atualmente me indagando demais sobre isso.    Faz tanto tempo que não publico nada por aqui que quero tentar fazer um apanhado de tudo que nos vem acontecendo desde então, porém de um modo diferente. Na verdade, escrevi esse texto em julho para uma publicação que sairia em agosto, mas tudo anda tão difícil para tantos que a revista vai demorar a sair e não quero perder o timing. De lá pra cá tanta coisa tem acontecido que poderia ter dificuldade até mesmo de escolher um tema específico para colocar aqui, mas não. O texto que sairia antes desse falava do início do verão de 2021, olhem só, mas a estação é outra, os tempos são outros e infelizmente tudo continua girando em torno de uma coisa só: a pandemia.  Lá em 2020, o ano que não acabou, tivemos que acompanhar perplexos um acontecimento de nível mundial influe...

O futebol nas Olimpíadas de Tóquio

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       As Olimpíadas de Tóquio 2020, o ano que não acabou, enfim começaram e já começamos com fatos importantes para os brasileiros.       Hoje vou falar de futebol, eu nem curto, mas vou passar a comentar certas coisas que vejo por aí só pra destilar a veia crítica mesmo.        É imprescindível destacar que no Brasil essa modalidade vai além do simples esporte, tornando-se um fenômeno,  direta ou indiretamente,  social e comportamental. Mesmo que não se assista a única partida, nossas vidas de alguma forma serão influenciadas por isso.            A Seleção masculina de futebol venceu por quatro a dois a Alemanha na quinta-feira, 22/07/21, uma bela estreia . Fiz questão de frisar sobre o assunto já que três gols foram do atacante Richarlison, um gigante em meio a tanto preconceito e chacota que sofre há anos por jogadores e admiradores do esporte, e o outro gol foram do Paulinho, q...

O sofrimento pela normalidade

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“Eu não consigo respirar!” Foram essas as últimas palavras de George Floyd, um homem negro de 46 anos, morto em Minnesota no último dia vinte e cinco de maio. O aterrador episódio lembra muito algo que aconteceu com Eric Garner, também negro que morreu ao ser preso em 2014 em Nova York. Garner repetiu "Não consigo respirar" 11 vezes. O nome de Breonna Taylor, de 26 anos, morta enquanto dormia com pelo menos cinco tiros, disparados por policiais à paisana que haviam arrombado a porta do seu apartamento no meio da madrugada continua sendo repetido por manifestantes, políticos e celebridades nos Estados Unidos. Eu poderia começar esse texto relatando sobre algo mais próximo, aqui no Brasil mesmo, como o menino João Pedro de 14 anos morto com um tiro na barriga pela polícia, mas é sobre a sensação de sufocamento diário que milhões de pessoas como eu que quero falar. Todos os casos citados têm algo em comum, a condenação antes de um julgamento. Não digo daquela condenaçã...

Rei Babu

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Rei Babu sua corte é outra. Quando o famoso reality show da Globo começou eu não tinha ideia dos participantes, assim como faço todos os anos não vejo e nem procuro saber o que acontece na casa mais vigiada da TV por uma escolha simples, não me atrai. Quando tudo aquilo tudo começou uns vinte anos atrás me parecia ser algo legal, mas foi só aquilo mesmo, parecia e só.  Apesar de seguir na inspiração em George Owell e seu Big Brother do livro 1984 ainda é mais do mesmo. Nesse ano o reality chamou minha atenção, na verdade só soube que começara através de amigos e colegas de trabalho, porque a escalação foi diferente: metade dos participantes eram desconhecidos e a outra metade de "famosos", é hora de mudar um pouco, né?! Confesso que meu conhecimento desses famosos não passava do Babu Santana, pra mim eram todos desconhecidos de qualquer jeito, e é sobre o Paizão que eu vou falar. Apesar de não ver o BBB só passei a acompanhar de longe e na surdina por causa d...

#NÃOQUEREMOSSERFAVELADOS

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#NãoQueremosSerFavelados Por: Leonardo Zulluh     No meio de tantos acontecimentos nessa última semana um dos eventos mais dramáticos passou quase despercebido. Digo quase porque alguns indignados, pouquíssimos por sinal, se comprometeram a compartilhar e reclamar dos acontecimentos tristes do último dia 29/11/15 onde cinco jovens foram mortos desarmados com mais de 100 disparos, na entrada da comunidade onde moravam. O que Roberto de Souza, 16 anos, Carlos Eduardo da Silva Souza, 16, Cleiton Corrêa de Souza, 18, Wesley Castro, 20, e Wilton Esteves Domingos Junior, 20, faziam lá? Estavam comemorando o primeiro salário de um deles. O primeiro salário de um novo emprego, vagabundo não era. Carlos Eduardo tinha acabado de concluir um curso de Petróleo e Gás e se preparava para tentar concurso para a Marinha. Um deles havia acabado de prestar serviço para o exército e estava trabalhando com seus dois irmãos numa oficina, vagabundo? Acho que não. Para algumas pessoa...