O futebol nas Olimpíadas de Tóquio


     As Olimpíadas de Tóquio 2020, o ano que não acabou, enfim começaram e já começamos com fatos importantes para os brasileiros. 

    Hoje vou falar de futebol, eu nem curto, mas vou passar a comentar certas coisas que vejo por aí só pra destilar a veia crítica mesmo.

     É imprescindível destacar que no Brasil essa modalidade vai além do simples esporte, tornando-se um fenômeno, direta ou indiretamente, social e comportamental. Mesmo que não se assista a única partida, nossas vidas de alguma forma serão influenciadas por isso.   

     A Seleção masculina de futebol venceu por quatro a dois a Alemanha na quinta-feira, 22/07/21, uma bela estreia. Fiz questão de frisar sobre o assunto já que três gols foram do atacante Richarlison, um gigante em meio a tanto preconceito e chacota que sofre há anos por jogadores e admiradores do esporte, e o outro gol foram do Paulinho, que já vem sofrendo ataques nas redes por recentemente desejar que Exú ilumine o Brasil e se declarar um filho de Odé (Oxóssi), orixá patrono da nação Ketu no Candomblé, e que ainda comemorou seu gol fazendo o Ofá, o arco e flecha do seu orixá.

 

                                   Foto: REUTERS/Phil Noble

         Falei que o futebol era um fenômeno social e comportamental, não?! Pois é, durante anos temos acompanhado jogadores demonstrando suas religiões abertamente, geralmente evangélicas, comemorando seus gols ajoelhados ou olhando pro alto proferindo frases de efeito advindas de suas igrejas (?), fazendo discursos emocionados de sua devoção, nada contra, mas depois vão comemorar suas vitórias e até mesmo derrotas em festinhas regadas “modelos”, bebidas e “otras cositas más”, parece até um véu de proteção, um tipo de status,  mas é só um jogador se declarar de candomblé ou umbanda, religiões de matriz africana e pronto, o rebuliço está feito. Vemos nessa hora do que são capazes os fãs da bola. Ponto para os dois jogadores e que o futuro seja próspero.

 

                              Foto: Daniel Leal-Olivas / AFP

         E por falar em preconceito, falo agora das mulheres. Sim, ver futebol é regra, mas quando se trata do futebol feminino a coisa muda de figura. Nenhum 'torcedorzão' que se preze para pra ver. 


    Elas também deram show goleando a China por cinco a zero na quarta, 21/07/21, mostrando que a Seleção Feminina é sim o verdadeiro projeto olímpico do futebol brasileiro, doa a quem doer. 
                                         
                                                         
  
Imagem: AFP

Com dois gols de Marta, Debinha, Andressa Alves e Bia Zaneratto, o jogo serviu pra demonstrar ainda mais do que elas são capazes em campo. “Quantas vezes já te disseram que não conseguiria? E conseguiu. Hoje estão entre as melhores do Brasil, calando a boca de quem duvidou e o impossível era só questão de opinião de quem falou...” Já disse a Gabi Fernandes, autora do hino oficial das meninas. E que belo hino.


                                                           Imagem: AFP

Pra frente, Brasil



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