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Mostrando postagens de 2021

Do que somos feitos afinal?

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  A maioria aqui já deve ter lido e até mesmo feito essa pergunta, mas achei um bom título para esse momento em que estamos vivendo, até porque venho atualmente me indagando demais sobre isso.    Faz tanto tempo que não publico nada por aqui que quero tentar fazer um apanhado de tudo que nos vem acontecendo desde então, porém de um modo diferente. Na verdade, escrevi esse texto em julho para uma publicação que sairia em agosto, mas tudo anda tão difícil para tantos que a revista vai demorar a sair e não quero perder o timing. De lá pra cá tanta coisa tem acontecido que poderia ter dificuldade até mesmo de escolher um tema específico para colocar aqui, mas não. O texto que sairia antes desse falava do início do verão de 2021, olhem só, mas a estação é outra, os tempos são outros e infelizmente tudo continua girando em torno de uma coisa só: a pandemia.  Lá em 2020, o ano que não acabou, tivemos que acompanhar perplexos um acontecimento de nível mundial influe...

O futebol nas Olimpíadas de Tóquio

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       As Olimpíadas de Tóquio 2020, o ano que não acabou, enfim começaram e já começamos com fatos importantes para os brasileiros.       Hoje vou falar de futebol, eu nem curto, mas vou passar a comentar certas coisas que vejo por aí só pra destilar a veia crítica mesmo.        É imprescindível destacar que no Brasil essa modalidade vai além do simples esporte, tornando-se um fenômeno,  direta ou indiretamente,  social e comportamental. Mesmo que não se assista a única partida, nossas vidas de alguma forma serão influenciadas por isso.            A Seleção masculina de futebol venceu por quatro a dois a Alemanha na quinta-feira, 22/07/21, uma bela estreia . Fiz questão de frisar sobre o assunto já que três gols foram do atacante Richarlison, um gigante em meio a tanto preconceito e chacota que sofre há anos por jogadores e admiradores do esporte, e o outro gol foram do Paulinho, q...

O sofrimento pela normalidade

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“Eu não consigo respirar!” Foram essas as últimas palavras de George Floyd, um homem negro de 46 anos, morto em Minnesota no último dia vinte e cinco de maio. O aterrador episódio lembra muito algo que aconteceu com Eric Garner, também negro que morreu ao ser preso em 2014 em Nova York. Garner repetiu "Não consigo respirar" 11 vezes. O nome de Breonna Taylor, de 26 anos, morta enquanto dormia com pelo menos cinco tiros, disparados por policiais à paisana que haviam arrombado a porta do seu apartamento no meio da madrugada continua sendo repetido por manifestantes, políticos e celebridades nos Estados Unidos. Eu poderia começar esse texto relatando sobre algo mais próximo, aqui no Brasil mesmo, como o menino João Pedro de 14 anos morto com um tiro na barriga pela polícia, mas é sobre a sensação de sufocamento diário que milhões de pessoas como eu que quero falar. Todos os casos citados têm algo em comum, a condenação antes de um julgamento. Não digo daquela condenaçã...