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Salvem minha Vila.

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Que tristeza por minha Vila Cruzeiro. Meu coração aperta a cada notícia triste que vejo sobre "minha segunda casa", o lugar onde cresci, a favela onde não nasci, mas que parte da minha família sim. Uma história de décadas vivida naquele local, no Complexo da Penha. Do terraço da casa de meus avós, Rufina e Francisco, no alto do morro, dava pra ver a Igreja da Penha* que já visitei algumas vezes. Dava pra ver os aviões decolando do Galeão, dava pra ver parte do Rio. Aquele terraço era parte do nosso mundo.  As crianças da família, meus primos, faziam daquele enorme espaço o parque de diversões, bola, corrida, construção de brinquedos, como pimball feito com pedaços de antena "osso de peixe", chapinhas de cervejas e refrigerantes e mais o que coubesse, tábua de futebol de pregos para jogar com moedas, um barato, além de instrumentos musicais de latinhas e latões recobertos com sacão de 5kg de arroz vazio só pra imitar as escolas de samba e as b...