Just A Fest 2009
Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead no Rio
20/03/09, 16:30h, sol ameno, estou em pé numa fila kilométrica que leva à entrada da Praça da Apoteose, bebendo uma latinha de cerveja, quente, que custou R$3. Em minha volta, pessoas que mal acabaram de passar dos 20 anos, outros que ainda nem chegaram a tanto. Era difícil acreditar que eu estava ali, após 13 anos de espera, pra ver aquela que eu considero uma das bandas mais importantes do cenário rock mundial: RADIOHEAD. Após tantos alarmes falsos, finalmente a banda inglesa liderado pelo mirrado Thom Yorke aportou no Rio de Janeiro. Trazendo ainda de quebra, os pais da música eletrônica, o Kraftwerk. E ainda mais de quebra ainda, pra delírio da garotada, Los Hermanos, se reunindo novamente após quase dois anos de hiato.
Ainda estou vivo pra contar a história, destruído, mas vivo. Afinal de contas o último grande festival de rock que eu fui foi o Rock’n’Rio III, faz tempo. E pra um cara na faixa dos 32 anos como eu, os efeitos de um festival de mais de 7 horas são um pouco mais pesados que o normal. A velhice chegando.
Bem, eu poderia até fazer uma matéria “normal” sobre esse evento, mas deixa para os canais oficiais de informação.
O “Just A Fest”, conseguiu reunir uma média 24 mil pessoas, segundo dados oficiais para ver a apresentação dessas três pérolas da música mundial. Os shows começaram pontualmente, a não ser a banda principal que atrasou míseros 10 minutos(eles podem).
A espera por Los Hermanos pareceu uma eternidade, não que eu estivesse ávido por vê-los como os outros a minha volta, mas porque já cheguei cansado e tive que enfrentar uma corrida de uns
não me lembrava que as pessoas corriam para frente do palco que nem uns loucos. O que tinha de gente caindo... Antes de o show começar a gritaria era geral, pelo menos uns 5 já foram direto pra enfermaria. Emoção? Detalhe, todos homens bem grandinhos. Não sabem que em grandes festivais tem que se fazer tudo com mais moderação ainda? A turma não perdoou. Os vendedores de água quase foram linchados. A reclamação era pelo valor absurdo e irreal da água: R$ 4 por 300ml, isso mesmo R$ 4.
Apagam-se as luzes, os barbudos adentram o palco, acenam e os hermanomaníacos vão a
loucura. Os primeiros acordes de Todo Carnaval Tem Seu Fim ecoam pelo local e o chão treme, confesso: apesar de toda implicância que eu tenho com os fãs eu adoro essa música,
e algumas outras também. Pronto falei. Os Los Hermanos nunca foram a salvação do rock nacional, mas fazem um bom show. A falta de comunicação dos integrantes da banda era notória,
mas era proporcional a música que tocavam. Os fãs de
Los Hermanos são o equivalente aos fãs do Legião Urbana ou
seja, o grupo não precisa abrir a boca pra cantar, deixa que eles fazem isso, e com perfeição. Jogaram sem piedade hit atrás de hit sem tempo pra respirar, até Cher Antoine, que nunca tocam ao vivo rolou. Amarante continua debochado e Camelo, caladão. A Flor termina o show. Êxtase total. Alguns agradecimentos e tchau.
Mais espera, dessa vez pra ver o Kraftwerk. É incrível como as pessoas que estavam ao meu redor não conheciam esse grupo. O que se ouvia era comentários idiotas como: “Pó, me disseram que essa banda é boa pra caramba!”, “Quem são esses caras?”, “Kraft o quê?”. Tanto faz, o que importa é que eu estava lá de cara pra ver os “Robôs Alemães” fazerem seu show. E que show!!!
Em + de uma hora de show o Kraft colocou quase todos pra dançar, com muito mais groove do que a última vez que vieram aqui. O corpo tremia com tanto grave. Durante a execução dos
clássicos pude perceber várias reações a minha volta. Parece que o povo estava acordando pra vida: “Pó, já ouvi isso antes!!!”, “Caraca mané, que maneiro!!”. Era realmente uma sensação
incrível. Os caras não se movem um minuto. Só ficam o
lhando pros seus “VAIO's” o tempo todo. Com exibições no telão de deixar qualquer usuário de ácido de cara no chão, soltavam todos os clássicos um atrás do outro. Era possível ver Thom Yorke e Ed O'Brien se balançando ao lado do palco escondidos em meio as guitarras e baixos que seriam usados no show. Uma declaração de amor ao Kraft. Man Machine, Autobahn, Tour de France, Trans Europ Express, New Model e pra finalizar Music Non Stop. Ainda tinha gente saculejando.
A ansiedade aperta, 10:30hs e nada. O público estava fascinado com a montagem do palco do Radio, era tanta parafernália que dava pra ficar perdidão.
15 Steps abriu os trabalhos, a banda é mais simpática do que se espera e pulam de um lado pro outro, Airbag na seqüência sacudiu todo mundo, quem disse que os caras são frios?
Momento emoção: Thom Yorke impressionado com o coro em Karma Police resolveu fazer á Capela junto com o público para delírio geral. Com direito a um errinho em Everything in is Right Place, Thom Yorke pediu desculpas com uma leve gargalhada e ganhou aplausos. Aliás o que dizer de Thom Yorke? Como apareceu ontém em entrevista exclusiva pro canal Multshow, o cara é mais pra cima do que se pensa, ele ri.
E é assim o clima durante toda a presentação, salta, mexe a cabeça e faz sinais de positivo como se fosse um Rapper(?) franzino.

Acho que ver o Kraftwerk ao vivo é viajar no tempo...
ResponderExcluirmusic non-stop, de verdade
wow, me senti lá com seu relato. e, veja só, arrepiei!
ResponderExcluirnunca fui tão fã de Radiohead como você, mas com certeza é um show que eu iria. morar no interior dá nisso...
enfim, fico feliz que tenha sido uma experiência legal pra todo mundo =)
beijos!
www.floresnajanela.com
Putz esse foi um dos grandes mesmo,
ResponderExcluirgostaria de ter ido, mas fazer oque
Parabéns pelo blog
Muito bem escrito
eh o radiohead e o los hermanos sao otimas bandas quero conhecer mais a fundo o trabalho do radiohead, o tom iorque tem cara de pscicopata
ResponderExcluiruhahauahuahuuahuhaauh
zoera
s puder da uma passada no meu blog
o tema hj eh humor
fala do humorista willmutt com uns trotes dele pra grandes empresas
e de bandas bem humoradas
http://t-crespi.blogspot.com
vlw
Olha, eu gosto do radiohead, não sou super fã como vc mas gosto, mas vou te falar uma coisa, a forma que vc escreveu e descreveu seus dia no festival foi muito boa, adorei mesmo, E que preço de água é este??? Até a cerveja tava cara, mas a água!!!???
ResponderExcluirParabéns pelo post qu eestá incrivel, e curta muito estes dias, lembrando do show, que vc esperou por 13 anos, como é bom né??
Forte abraço
Pois é.
ResponderExcluirNão fui justo por isso.
Fui ao primeiro Rock in Rio, vários Hollywood rocks, vários show... e depois de um tempo, nada mais me supreendia.
Fora a canseira fodida.
Mas eu tb to na casa dos 40.
Vc chega lá meu velho (sem trocadilhos)
abs!
http://martonolympio.blogspot.com/
Fala meu camarada, excelente o seu post. Me senti lá no show. Um amigo comentou que o show de SP foi menor que o do Rio. Você sabe alguma coisa a respeito? Disse para esse amigo que achava meio difícil os shows terem sido diferentes, mas ele foi bastante enfático na afirmação.
ResponderExcluirUm grande abraço!
PS: valeu pela visita ao meu humilde blog. Espero poder atualizá-lo com boas notícias em breve. Vamos ver (risos)
Zuzuzinho, que inveja boa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirEu não fui... mas conheço duas pessoas que foram e claro, fiz questão de saber como foi.
ResponderExcluirUm deles (que foi pra ver Los Hermanos) achou fantástico, principalmente a parte Radiohead... mas achou o kraft um bando de chatos, hehehe
Já o outro disse que não aguentou e largou o Radiohead no meio do show... alegação: show psicodélico demais.
Não dá pra entender esse pessoal!!!
Fiquei sabendo que o show de SP não foi muito diferente do RJ. Eu gostaria muito de ter visto o Hermanos tocando e tambem os depressivos do Radiohead. Mas enfim ter 200,00 reais assim do nada é impossivel. Mas enfim uns dizem que vale muito a pena fazer tudo isso, e se eu tivesse estado neste evento garanto que no extase da coisa diria que pagaria muito mais. Mas enfim é isso. Creio que depois disso o Los ainda vai tocar em outros lugares.
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