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Mostrando postagens de junho, 2008
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Prometo que não vou ficar mais tanto tempo sem escrever. Demorei porque apesar de estar com muita coisa na cabeça pra escrever, não conseguia, pois, o silêncio está escasso e para um DDA* como eu fica difícil de organizar as idéias. O silênciose tornou uma coisa tão preciosa quanto água, é vital. Já reparou como não se encontra silêncio fácil hoje em dia? A não ser que se tenha um quarto acústico com vidros protegidos e isolados ou até mesmo um super estúdio musical com toda tecnologia de proteção. Silêncio é coisa rara. Como já dizia a máxima do Espiritismo - "O Silêncio é uma prece!" Mas parece que isso caiu em desuso. Estava eu no dia 24/06, feriado aqui em Niterói, rua deserta e a pastelaria em que estava comendo vazia, havia acabado de comprar uma revista pra ler e foi o que fiz. No momento em que comecei o primeiro paragráfo... meu Deus, parou um taxista no seu ponto falando com seus colegas como se estivesse a uns 100 metros de distância del...

Reencontro com dEUS-pt 2

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Como já havia citado no post abaixo continuo destrinchando minha redescoberta da banda dEUS. A banda surgiu em 1991 em Antuérpia, Bélgica como uma banda de covers e logo depois começaram a fazer composições próprias baseada em suas influências. Ao contrário do que fazem certas bandas, tentando deixar suas músicas o mais homogêneas possível, o dEUS chutou o pau da barraca e deixou as concessões de lado. O resultado disso foi um emaranhado de ótimas canções descontruídas, com vocais desencontrados e com influências das mais diversas, passando até pelo jazz. O ápice dessa loucura sonora se deuem 1994 quando lançaram o primeiro álbum. Worst Case Scenario é uma coleção de músicas com extremo grau de criatividade e competência de seus músicos muito bem introsados. Suds & So da abre os trabalhos com um violino pra lá de agudo em ritmo de cirene de polícia para logo depois ser acompanhado de uma parede sonora, sem ser barulhenta e culminando num refrão bem melódico. Via é daquelas cançõ...

Meu reencontro com dEUS-pt.1

Já eram umas 5:30 da manhã, o céu já mudava de azul-marinho para um mais claro, na mão uma “bagana” mal apertada por mim e no chão latas e garrafas de váááárias bebidas. Era 1995/96 não me lembro muito bem (neurônios?) e acho que acabávamos de vir de um show do Sex Noise(em breve falarei deles, com todo carinho do mundo), uma banda de amigos que acompanhávamos ou de algúm outro lugar ou era uma festinha nossa mesmo, sei lá. Bem, naquela época , junto com os hematomas causados com as “dropeadas” de skates e os tênis destruídos pelos mesmos, o cheiro de álcool e fumaça de cigarro, cigarrilhas e afins se faziam presentes, assim como a indiferença latente pelo dia de amanhã que insistia em chegar cada vez mais rápido, afinal éramos jovens, saindo da adolescência e aprendendo enfim a viver. Por que pensar no futuro afinal, se ele só servia para esmagar sonhos sem piedade? Estávamos no terraço do Almir, um grande amigo que resolveu desaparecer pelos Estados Unidos, com tira-gost...